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Jovem vive em mundo irreal, diz pesquisadora

Em entrevista concedida ao site Terra, a pesquisadora Maria Alves de Toledo Bruns disse que, em consequência da falta de comunicação dentro das famílias, os jovens buscam informações em mídias virtuais, o que resulta no empobrecimento das relações afetivas.

Quinta,22 de fevereiro de 2007, 18h18

Um estudo feito nos Estados Unidos revela que a sexualização de jovens na mídia afeta a saúde mental de meninas adolescentes. E pode levar a perda de auto-estima, depressão e anorexia. Para Maria Alves de Toledo Bruns, pesquisadora em Sexualidade Humana da USP de Ribeirão Preto, a mídia apenas potencializa o que acontece na sociedade. No mundo atual, diz ela, os laços familiares estão muito frágeis e isso causa uma ausência muito grande de comunicação.

A falta de diálogo na família e de uma discussão maior sobre sexualidade nas escolas leva os jovens a buscar informações que muitas vezes não são reais, fala a pesquisadora. "A exposição desde uma tenra idade a cenas de sexo e violência afeta a construção psíquica da pessoa". E poderá ter conseqüências no modo de ser de jovens e adultos. "Tem de existir uma dosagem". O jovem é uma presa fácil desse sistema, alerta a psicanalista. "Vai depender muito do meio em que ele é educado, do quanto é amado e qual o sentido da vida que a família passa ele". É preciso monitorar a qualidade do que o filho está vendo. As crianças têm de ter uma visão mais crítica do que estão assistindo, diz ela. A comunicação virtual empobrece as relações afetivas.

"É preciso conversar". Senão, vamos nos tornando doentes, conclui ela.

Fonte: http://multimidia.terra.com.br/imprime/0,,OI90293-EI8265,00.html