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  >> A mídia e a adultização da infância
Por Maria Alves de Toledo Bruns*

Paradoxo – perplexidade para alguns; desolação para outros. A realidade é que o período da infância está sendo invadido pelos modismos veiculados pela mídia, que vem dificultando, de forma ousada, uma transição saudável entre a infância e a adolescência. Importante dizer que o conceito de infância tem origem latina no vocábulo infantia e significa incapacidade de falar. Até o século XVII, a criança era considerada um adulto em miniatura, dependente e devendo obediência aos adultos em troca de proteção por sua fragilidade. Foi a partir dessa idéia de proteção, amparo e de cuidados biológicos, somados à submissão a uma rígida disciplina, que criança atingiu o status de adulto. Assim, essa fase do desenvolvimento humano vai aos poucos ocupando lugar de destaque nas pesquisas de modo a ser considerada por Freud (o pai da psicanálise), no século XX, como um período de latência, uma espécie de preparo do corpo em todas as suas nuances – físicas, hormonais, cognitivas, emocionais, sexuais, entre outras – para, lentamente, chegar à adolescência.

   

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>> Livro "Sexualidade: preconceito, tabus, mitos e curiosidades" entra na 2ª edição
da Redação

A Editora Átomo lança no mercado a segunda edição do livro "Sexualidade: preconceito, tabus, mitos e curiosidades", de Maria Alves de Toledo Bruns e Sérgio Almeida. O tema da obra gira em torno das dúvidas variadas que envolvem os assim designados temas controversos em sexualidade como, por exemplo, homossexualidade, fetichismo, prostituição entre outros.

De acordo com Maria Alves, autora de vários livros e líder do Grupo de Pesquisa sexualidadevida/USP-CNPq, muito do que vai ser lido já passou, algum dia, pelas nossas cabeças e com isso podemos ou não visualizar algumas soluções.

"Esperamos que essa leitura possa desencadear reflexões pertinentes acerca das infinitas expressões do desejo, seja ela qual for, para que o corpo considerado a morada do espírito possa de modo responsável ser percebido pelo prazer e não só pela dor" diz Maria Alves.

   

 

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