Afeto, o melhor presente!
Por Maria Alves de Toledo Bruns*

Na correria do dia-a-dia esquecemo-nos de apreciar o cotidiano. Não vemos nossos filhos crescerem, ou emagrecerem, ou engordarem, ou se viciarem; enfim, não temos tempo para os pequenos significativos detalhes do cotidiano. Não temos tempo para apreciarmos os encantos e as diabruras da infância e da adolescência de nossos filhos. Estamos sempre ocupados com os detalhes profissionais, em nome dos quais justificamos a nós mesmos o distanciamento de nossos entes queridos. Não que os projetos profissionais não devam ser levados a sério. Apenas, precisamos refletir sobre o lugar dos entes queridos em nossa vida.

   

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A família: a primeira escola a nos ensinar a amar
Por Maria Alves de Toledo Bruns*

A família ocupa lugar de referência importante na construção de nossa identidade sexual e social. Ela é o palco principal, no qual cada um de nós aprende as primeiras lições de gênero. Ressalvadas as exceções, os códigos do namoro permitido pela família patriarcal podiam durar meses até anos. O período do namoro se constituía no preparo para o casamento. O contato do rapaz com o futuro sogro, em geral, ocorria após ele ter condições econômicas para oficializar o noivado e em seguida o casamento. A manifestação de afetos como beijos, carícias, toques era censurada e vigiada pelos familiares da moça, com a intenção de dificultar a transgressão do tabu da virgindade.

   

 

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