Maria Alves participa do XIV Encontro Nacional da EpiBrasil. Confira o vídeo!


Este episódio final do XIV Encontro Nacional da EpiBrasil (2016) traz o tema Epilepsia e Sexualidade abordando a formação do estigma e do preconceito. As palestrantes Paula Fernandes (FEF-Unicamp) e Maria Alves de Toledo Bruns (USP-RP e Unesp-Araraquara) mostram como é possível a pessoa com epilepsia conviver com uma corporeidade saudável. Para isso é preciso desenvolver ações sem preconceito e estigma. A entrevista é de Nathália Volpato.



Papa diz que Igreja deve pedir perdão a gays por tratamento no passado

Da Reuters e G1


O Papa Francisco disse neste domingo (26) que os cristãos e a Igreja Católica Romana devem procurar o perdão de homossexuais pela forma como eles foram tratados. Falando a jornalistas a bordo do avião que o levava da Armênia para Roma, ele também disse que a Igreja deve pedir perdão pela forma como tratou as mulheres, por fazer vista grossa ao trabalho infantil e pela “benção a tantas armas” no passado.


Na conversa espontânea de uma hora de duração, que se tornou uma marca registrada de suas viagens internacionais, Francisco foi questionado se concordava com os recentes comentários de um cardeal alemão de que a Igreja deveria pedir desculpas aos gays. Francisco parecia triste quando questionado por um repórter se o pedido teria sido mais urgente devido à morte de 49 pessoas em uma boate gay em Orlando, na Flórida, neste mês.


Ele lembrou os ensinamentos da Igreja em que os homossexuais "não devem ser discriminados. Eles devem ser respeitados, acompanhados pastoralmente." E acrescentou: "Acho que a Igreja não deve apenas pedir desculpas ... a uma pessoa gay a quem ofendeu, mas também deve pedir desculpas aos pobres, bem como às mulheres que foram exploradas, às crianças que foram exploradas por trabalho (forçado). Deve pedir desculpas por ter abençoado tantas armas ".


http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/06/papa-diz-que-igreja-deve-pedir-perdao-a-gays-por-tratamento-no-passado.html


E-book gratuito aborda sexualidade e seus desdobramentos


Dizem que a expressão sexual é algo pessoal, porém ela é exclusivamente moldada pelos valores culturais, sociais e políticos. A sexualidade se mostra implicada em interditos, mitos, preconceitos que, com certeza, interferirão na vida sexual das pessoas. Assim, ela é "apreendida" e construída por  toda a vida, de muitas maneiras e por muitas pessoas. Problematizar, discutir, questionar, elaborar, são quesitos importantes que perpassam o livro "Mídia, Educação e Sexualidade", da Syntagma Editores Ltda e organizado pelos autores Ricardo Desidério e Hertz Wendel de Camargo, que pode trazer à tona o que nos disse Einsten: "Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito". A obra pode ser baixada gratuitamente no link http://www.syntagmaeditores.com.br/Livraria/Book?id=16.


Confira nova edição da Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação


A Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação (RIEED) acaba de publicar seu último número, volume 11 (2016), número especial 01, referente aos melhores trabalhos selecionados pelas Comissões Científicas dos Eixos Temáticos do X Encontro Ibero-Americano de Educação (X EIDE). Entre os artigos selecionados está o 'Travestis: corpos em trânsito!? Sonho, mito e realidade' com autoria de Maria Alves de Toledo Bruns e Edmar Henrique Dairell Davi. O foco da obra é problematizar o fenômeno do ethos da vivência afetivo-sexual das travestis na interface com a modelagem de seu corpo. Realidade mutante, o corpo na contemporaneidade ocupa o lugar de mercadoria – um produto com direito a pequenos reparos e duração programada. 


A Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação (RIEED) é uma publicação que abre espaço para trabalhos relacionados à grande área de Educação em variados temas: Política e Gestão; Pesquisa e Avaliação; Tecnologias de Informação e Comunicação; Formação do Educador, Trabalho Docente e Práticas Pedagógicas; Educação Sexual, Gênero e Valores; Educação Especial; Educação Infantil; Ensino Superior; Internacionalização; e Historiografia da Educação Ibero-americana. A revista surgiu da relação acadêmica estabelecida entre a Universidad de Alcalá de Henares, Espanha, e a Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, Câmpus de Araraquara.


Clique aqui para acessar o artigo completo em PDF.
Clique aqui para acessar o sumário da RIEED.


Confira a videoconferência de Maria Alves no evento 'Nós Mulheres'


O IRES, Instituto de Referência em Sexualidade e Educação Sexual, realizou nesta terça, 08, o Nós Mulheres, evento online com o objetivo de ser um espaço de acesso a temas que reflitam sobre a mulher no mundo atual, bem como toda a complexidade das novas mudanças surgidas a partir da luta pela igualdade de direitos. A Profa. Dra. Maria Alves de Toledo Bruns, Líder do Grupo de Pesquisa Sexualidadevida USP/CNPq, foi uma das participantes do evento com o tema 'O desejo tem idade? O desejo na interface com o envelhecimento'. A conferência está disponível ao lado.


E-book aborda aspectos do envelhecimento humano


​Está disponível para download gratuito o livro 'Envelhecimento Humano: Diferentes olhares' organizado por Gilsenir Maria Orevelato de Almeida Dátilo e Ana Paula Cordeiro. A obra, da Cultura Acadêmica Editora, apresenta o trabalho desenvolvido na UNATI do Campus de Marília (SP) através dos diversos olhares profissionais sobre o fenômeno mundial do processo de envelhecimento as articulações com a promoção da qualidade de vida da pessoa idosa. O livro possui um estilo claro e objetivo, demostrando a diversidade de óticas disciplinares e proissionais, ressaltando aspectos do envelhecimento e davelhice, enfatizando a riqueza da atuação dos proissionais de diversas áreas e além de tudo, trazendo relexões profícuas que subsidiarão tanto o trabalho interdisciplinar quanto suscitando indagações teóricas e científicas sobre os assuntos destacados.


Cada capítulo do livro coloca o leitor a pensar nas possibilidades de intervenção, parcerias e construção histórica com o segmento idoso. Nesta perspectiva, a obra é resultado de um trabalho interdisciplinar, envolvendo as diversas áreas de conhecimento existente na universidade e a experiência de cada proissional.


A Profa. Dra. Maria Alves de Toledo Bruns, Líder do Grupo de Pesquisa Sexualidadevida USP/CNPq, participa da coletânea com o artigo 'Na trama dos dramas da separação amorosa'. A obra pode ser vista em http://www.marilia.unesp.br/Home/Publicacoes/envelhecimento-humano_ebook.pdf

 

Editora CRV faz pré-lançamento do novo livro de Maria Alves de Toledo Bruns e Sonia Maria Martins de Melo


​Já está à venda, e com preço especial de lançamento, a nova obra organizada pelas Profas. Dras. Maria Alves de Toledo Bruns e Sonia Maria Martins de Melo. Intitulado 'Desafios da educação sexual: interfaces pertinentes com comunicação e tecnologia', o livro mostra que as ressonâncias do ethos contemporâneo vêm sendo plenamente observadas no estilo de vida das pessoas, ou seja, no comportamento afetivo e sexual dos sujeitos contemporâneos, expresso de modo nunca antes imaginado. Em seus capítulos, pesquisadoras/es comprometidas/os com uma perspectiva dialética nos mostram que os mosaicos contemporâneos da família e da escola, dentre outras instituições sociais na atualidade, clamam por mais reflexão e diálogo acerca das novas formas de comunicação possibilitadas por tecnologias que se materializam também em novas concepções de estratégias e de métodos de “formação de educadores”. Profissionais esses que, nesta era da cibercultura, devem estar dispostos a ouvir e a dialogar com os alunos e seus familiares, buscando o desvelamento e a superação de crenças e de tabus que tanto dificultam a prática dialógica sobre as diversas expressões da orientação afetivo-sexual na contemporaneidade, para assim instigarem sua reflexão e crítica acerca do lugar das mídias na escola e na família. A leitura dos escritos dessas/es ousadas/os pesquisadoras/es desafia o silêncio  daquelas/es ainda simpatizantes  do paradigma tradicional, bem como desafia todas as pessoas interessadas a participarem do diálogo inadiável sobre as  interfaces da educação sexual com a comunicação e tecnologia.


A obra pode ser adquirida diretamente no site da editora pelo link http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=31468



Mundo-vida travesti: abordagem fenomenológica das travestilidades


Edmar Henrique Dairell Davi; Maria Alves de Toledo Bruns


O objetivo deste texto é compreender os significados e os sentidos que três travestis atribuem às suas vivências enquanto profissionais do sexo. Parte-se da premissa de que as travestis, ao serem excluídas de suas famílias e do mercado formal de trabalho, tenham na prostituição um caminho "natural", um "destino" ou refúgio devido ao preconceito contra estas pessoas que rompem com padrões de gênero. No entanto, indagando-se este fenômeno, observa-se que além de garantir a sustentabilidade econômica das travestis, o mercado do sexo influencia a construção da travestilidade de diferentes maneiras. Nesta perspectiva, conduzimos esta análise com o suporte do método fenomenológico e das ideias do filósofo Maurice Merleau-Ponty para compreendermos a vivência de três travestis entre 24 e 42 anos de idade pertencentes à classe D. A análise compreensiva apontou três categorias: "O mundo da pista", que compreende o espaço onde acontece a construção do ser-travesti; "Deslocamentos", que trata do processo de resignificação do ser-travesti quando elas se movimentam e ocupam espaços para além da prática prostitucional; e "Perspectivas", categoria na qual as travestis apontam seus sonhos e projetos existenciais. Estas categorias nos ajudam a compreender a vivência na prostituição como uma experiência que possibilita a subsistência e que também proporciona a elaboração de modo de ser específico expresso a partir da linguagem, da corporalidade e de outros elementos que compõem o "mundo-vida travesti". [leia o artigo completo clicando aqui]


Avaliação psicológica em transexualidade no Hospital de Base de São José do Rio Preto


por Maria Jaqueline Coelho Pinto e Maria Alves de Toledo Bruns* 


Avanços na área da saúde têm criado discussões sobre a sexualidade humana. Tema esse bastante controverso, envolto em preconceito e, muitas vezes, desconhecido, como fenômeno da transexualidade.


A transexualidade tornou-se objeto de estudo e do olhar de cientistas, religiosos, psiquiatras, antropólogos, educadores, psicólogos, entre outros, passando a ser compreendida a partir das mais diversas manifestações. A sociedade contemporânea passa por transformações significativas e múltiplos arranjos surgem fora da natureza binária (masculina e feminina) dos corpos. Os movimentos das chamadas "minorias sexuais" têm merecido especial atenção e é neste quadro de diversidade que a transexualidade precisa ser compreendida.

Essa problemática é antiga, mas o que a torna atual é a puralidade de significados que marcam a experiência e a possibilidade legal e médica de "mudar de sexo", quando realizada em hospitais universitários ou públicos adequados à pesquisa.


Transexualidade
A transexualidade é compreendida pelos conflitos entre corpo e identidade de gênero; caracteriza-se por um forte desejo de correção cirúrgica que, quando não atingido, pode ser fonte de atitudes psicopatológicas reacionais, tais como sintomas depressivos, tendência à automutilação e ao suicídio (CFM, 1997 e 2002; Saadeh, 2004).


Citado pela primeira vez na literatura científica, no travalho de Hirschfeld em 1923, o termo "transexual" foi, na época, utilizado sem distinção com o travestismo e a homossexualidade. Apenas a partir de 1960 se utilizou o termo com seu significado atual, designando indivíduos cujo desejo é viver definitivamente o papel do sexo oposto e realizar uma cirurgia de redesignação sexual. Em 1949, Caudwell fez uso do termo pela primeira vez em um artigo intitulado Psychopathia Transsexualis, Transsexual Phenomenon, por Harry Benjamin, médico pioneiro na reversão sexual. Desde então, houve uma confluência de esforços da MEdicina e da Psicologia para oferecer melhor qualidade de vida às pessoas transexuais, tornando esta uma condição a ser reconhecida e tratada (castel, 2001; Abdo, 2000; Selvaggi et al, 2005).


Fisk, em 1973, propôs o termo gender dysphoria syndrome, que foi adotado para designar a presença do problema de gênero em ambos os sexos, até que gradualmente foi sendo admitido nas nosografias psiquiátricas, sendo abandonado mais tarde em razão da pouca especificidade (Cohen-Kettenis e Gooren, 1999).


A organização Mundial da Saúde, por meio do Código Internacional de Doenças, 10ª revisão (CID-10), ainda inclui o termo transexualismo e o define sob o cófigo F 64.0 como (OMS, 2000):


Um desejo de vivier e de ser aceito como pessoa do sexo oposto, usualmente acompanhando por uma sensação de desconforto ou impropriedade de seu próprio sexo anatômico e um desejo de se submeter a um tratamento hormonal e cirúrgico para tornar seu corpo tão congruente quanto possível com o sexo desejado.


* Este capítulo faz parte do livro ‘Identidade Sexual e transexualidade’, organizado por Tereza Rodrigues Vieira e Luiz Airton Saavedra da Paiva, e foi escrito por Maria Jaqueline Coelho Pinto e Maria Alves de Toledo Bruns. Leia o texto completo em PDF clicando aqui.


A infância machucada


A violência intrafamiliar, ou seja, os maus tratos dirigidos à criança, ao adolescente e à mulher, no seio da família, não é, infelizmente, um fenômeno recente. O que é recente, no entanto, é a visibilidade dessas práticas, que ocorre pela denúncia de familiares e é divulgada pela mídia falada e escrita. Ocupando destaque, seja nas pesquisas científicas, seja na mídia impressa ou virtual, as denúncias semanalmente expõem a realidade vivida no universo familiar. O pai é o ator principal dessa peça: A infância machucada.


A incidência de abuso sexual intrafamiliar é de 85% enquanto no âmbito extrafamiliar é de 15%. Isso significa que o agressor pertence ao núcleo familiar da criança. Estudo do Centro de Referência da Criança e do Adolescente (Cerca), em São Paulo, aponta o pai como o principal agente da violência doméstica nos 118 casos registrados de abuso: 32,9% apontam o pai; 19,5%, os parentes (avôs, tios, primos); 19,2%, os padrastos; 14,2%, vizinhos e 10,8%,conhecidos. [leia mais]



Livro 'Violência, Gênero e Mídia nos Horizontes da Saúde e Educação' já disponível para venda

A Editora CRV apresenta o livro "Violência, Gênero e Mídia nos Horizontes da Saúde e Educação", de Maria Alves de Toledo Bruns, Claudiene Santos e Célia Regina Vieira de Souza-Leite. A obra aborda a práxis da violência intrafamiliar que se constrói de modo silencioso no âmbito intra e intergênero. Trata-se, portanto, de um fenômeno cultural complexo e polissêmico que a sociedade vem, no decorrer de séculos, naturalizando.

As autoras buscam afirmar com isso que a violência sempre esteve e, infelizmente, ainda está presente nas relações intrafamiliares ora expressada nos maus tratos físicos, ora expressada sorrateiramente na violência psicológica no ato de um adulto depreciar o modo de ser e de estar da criança/adolescente. Não raro, desencadeando neste irreversível sofrimento psíquico, percebido no baixo rendimento escolar, nos comportamentos agressivos e ou depressivos e nas altas taxas de mortalidade dessa população. Nessa dinâmica familiar, a violência contra a mulher vem processando um estilo de dominação masculina tecido com componentes históricos, econômicos, midiáticos, religiosos e simbólicos que garantem ao masculino uma posição privilegiada. Um sistema de autoridade e dominação que se constitui na atribuição ao homem-pai do lugar do poder simbólico na unidade doméstica.

É, portanto, no espaço privado que se articulam os tons das construções subjetivas atribuídas ao masculino e ao feminino e é nessa esfera que a supremacia do masculino é construída. Com a intenção de ampliar os horizontes das relações intrafamiliares e intergêneros, as autoras convidam pesquisadores e pesquisadoras a socializarem suas reflexões críticas – um corpus de conhecimento multidisciplinar aqui apresentado em capítulos. O livro pode ser comprado no link http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&p...